Não existem professores mais bizarros que os da minha escola, olhem aí um pouco de alguns deles:
Começando por
Marcelo, de Biologia. O cara, só pra começar, é a cópia fiel de Martinho da Vila, aliás, esse é o seu apelido, e a turma vive a cantar
"Devagar, Devagarinho" em sua homenagem. Ele parece já ter nascido com o retro-projetor junto, mas a pior coisa dele é a sonolência que ele causa, repetindo cada palavra que ele diz pelo menos duas vezes, e claro, o excesso de "NÉs" que ele fala, e isso já foi contabilizado uma vez, deu uma média de 3 "NÉs" por minuto. Mas o que realmente dá raiva é ver ele trocar o "L" pelo "R", assim comumente ouvimos:
"exempro",
"hemogrobina" e
"dipróide".
Outro ser esquisito que dá aula é o
Christian, de Física. Ele tem uma voz de pato, usa calças estilo "embaladoa vácuo" e tem um senso de humor bastante peculiar. Frases como
"Corta, corta",
"Quando você não tem mais nada pra fazer, você cruza",
"Nê com nê dá pô" e
"Mas, porém, contudo, todavia, entretanto" são comuns na aula dele. Há um tempo atrás, o cara fez uma versão de uma música do Ricky Martin para os alunos decorarem os senos dos principais ângulos. A letra:
"Um, dois, três. Tira a raiz e divide por dois." No mínimo esquisito.
Temos também o
Daniel, professor de Matemática. Por natureza ele é manco, tem uma perna menor que a outra, é até vacilo zoar disso, mas é engraçado ver ele andando. Esse é outro que tem sua frases clássicas:
"Morou ou boiou?",
"Argúcia, capilogência e periculosidade",
"Tranquilim?", entre outras, mas também tem o clássico assovio, do tipo quando passa um mulherão (
"Fiu, Fiuu!"), que ele dá quando corta os zeros.
Não dá pra esquecer do
Valle também. Dá aulas de História. Ele é uma mistura de Ursinho Pooh e Manoel da padaria(toda padaria tem um português chamado Manoel). Posso garantir que ele é o único profesor que gasta um aula inteira pra explicar aos alunos como preparar um churrasco. Além disso, ele tem mania de chamar todo mundo de
"meu", adquirida, segundo ele, de uma paulista para quem ele deu aulas, certa vez. Frases típicas:
"Pô, meu!",
"Peraí, meu!",
"Vamo lá, galera.",
"Isso caiu na prova do fundão.",
"Vocês vão ver a mandioca assassina!",
"Aí galera, a prova tava fácil." Outa mania incomum do cara é dar aula olhando para o teto, para o armário, para qualquer lugar onde não haja alunos.
É claro, o nosso grnade
Duroc Wílson, de Física. Esse aí não tem moral nenhuma e é sacaneado o tempo todo pela turma do cantão da janela sobre o fatídico episódio de Wílson e suas pantufinhas. Uma de suas características é que ele não escreve. Ele desenha letra por letra e altas nuvenzinhas para dar destaque aos tópicos. Suas falas tradicionais:
"Seu verme",
"Vamo bora verminose" e
"Sua cambada de muquirana". Ah, tem sua tentativa de assovio clássico (
"Fi, fi, fi, fi, fi, fi, fi, fi!"), que ele dá pra tentar chamar a atenção da turma. E ele com seu péssimo humor, tenta sacanear cada erro tosco dos alunos.
Ficou faltando falar do
Kaká, o de Geografia. Apelidado carinhosamente de "Jesus na época da fome". Ele fala em altíssima velocidade, tornando a tarefa de acompanhar seu raciocíno extremamente penosa. De vez em quando, ele interrompe a matéria para falar de algum assunto sem nenhuma conexão lógica com esta. Frases:
"Vamos correr com a matéria",
"Estamos atrasados, em relação a outra turma",
"Já consultou os búzios, Erick?" e
"Vai fazer qual faculdade, Danilo?".
Bom, este é um post comunitário. Escrito por mim e pelo
Erick. E publicado no
Pessoal e Intransferível, no
Turma do Tião & Cia e aqui, no meu blog.